#159 Romorantin
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Legenda
Também aguardo telefonemas com ameaças de morte dos apaixonados por Menu Pineau, outra uva não-representada naquele diagrama.
Transcrição
Texto amarelo e branco sobre fundo preto:
No diagrama anterior deixei de fora uma mísera variedade de uva. Estava tarde, o espaço apertado e decidi relegá-la ao enoesquecimento. Eis que nesta manhã acordo com mensagens furiosas e inconformadas de alguém que só pode ser presidente do fã-clube da ROMORANTIN
Plantada em meros 72 hectares – algo como meio Parque do Ibirapuera – a branca ROMORANTIN está praticamente restrita à apelação Cour-Cheverny, n’algum ponto entre Tours e Orléans. Meia dúzia de vinhateiros trabalham com ela. Uva de difícil maturação, os vinhos costumam apresentar uma acidez perfurante, por vezes metálica, semelhante a de sua irmã Aligoté (assim como a Chardonnay, todas são resultados de cruzamentos naturais Pinot × Gouais Blanc).
Agora que vocês aprenderam sobre essa desgraça de uva, façam-me o favor de se associarem ao referido fã-clube e mandar umas garrafas para mim.
Explicação
O post é uma resposta irônica aos comentários (provavelmente de um seguidor muito específico) que reclamaram da ausência da uva Romorantin em um diagrama anterior ver #158 O autor descreve a uva como obscura, rara (apenas 72 hectares em Cour-Cheverny) e difícil ("acidez perfurante", "desgraça de uva"), mas no final admite interesse em provar os vinhos ("mandar umas garrafas para mim"), revelando que a crítica é um disfarce para a curiosidade e admiração pela diversidade do mundo do vinho.